Acurácia da ultrassonografia no diagnóstico da apendicite aguda
Palavras-chave:
ultrassonografia, apendicite, diagnósticoResumo
Apendicite aguda é o processo inflamatório do apêndice cecal, resultante da obstrução da sua luz, causado por fecalito ou raramente cálculo biliar, corpo estranho, parasitas, linfonodos ou neoplasias. No diagnóstico da apendicite aguda, existe a indicação para os exames laboratoriais e também os de imagens, dentre eles podendo citar, a ultrassonografia. Muitos autores consideram que a ultrassonografia poderia apresentar uma impressão falsa de apêndice normal quando na verdade, a inflamação está confinada a sua extremidade, além de outra desvantagem trazida por alguns autores é o fato de ser um método examinador-dependente. MÉTODOS: Realizado uma revisão de literatura, com artigos datados entre 2014 e 2018, nos bancos de dados da PubMed, Scielo, Lilacs, Google acadêmico, Medline, Cochrane BVS, Free Medical Journals. OBJETIVO: avaliar a acurácia do método de ultrassonografia no diagnóstico da apendicite aguda. RESULTADOS: A utilização do método de ultrassonografia no diagnóstico de apendicite aguda ainda é questionada e investigada, principalmente quanto a sua acurácia (sensibilidade e especificidade para o caso) em contrapartida, diverso estudo realizado nos últimos anos vem demonstrando que o avanço tecnológico e a melhora da qualidade das imagens levaram a um aumento desses escores, tornando assim melhor a eficácia e precisão deste método nesta investigação. A ultrassonografia tem alta sensibilidade e especificidade na detecção de várias patologias apendiculares, sendo que a visualização direta do apêndice é o critério mais importante no diagnóstico. Na apendicite aguda, o diâmetro transversal do apêndice equivalente ou superior a 6mm, foi um dos critérios mais sensíveis e precisos. CONCLUSÃO: a ultrassonografia é um exame que apresenta sensibilidade e especificidade altas para o diagnóstico de apendicite aguda.